quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Sindicato dos agentes penitenciários acusa governo do Maranhão de corrupção


Cezar Castro Lopes, vice-presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão, apontou o processo de terceirização da segurança do Complexo Penitenciário de Pedrinhas como uma das principais motivadores do crime bárbaro dentro da unidade.

"Está todo mundo no bolso. Só o sindicato está gritando. Não fôssemos nós, nada teria acontecido. Na época do Jackson Lago (quando teve início a terceirização, apenas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em 2007), quando nós fazíamos críticas a isso, nos davam espaço. Na época, quem hoje está no governo era contra isso. Nós não temos lado, nós batemos em quem não nos dá condições de trabalho, não temos ligação partidária ou fonte de caixa", afirma Lopes, indignado.

Cezar discorre a respeito da cristalina corrupção: "Quando eles assumiram o governo do Maranhão (em 2009), a terceirização foi multiplicada. E o gasto de Jackson Lago, que era pequeno e era só no CDP (Centro de Detenção Provisória), agora chega a R$ 100 milhões. Sabemos onde isso vai parar: no bolso deles, nessa política de 2014. Trataram o sistema penitenciário na política, vieram milhões aqui e R$ 22 milhões foram devolvidos por falta de projetos. É muita incompetência. Aí fica difícil."

"Tinha é que construir presídios e fazer concursos públicos para contratar agentes penitenciários, que são pessoas preparadas para lidar com detentos. Mas aqui eles querem improvisar (...). Agora estão brigando para ver quem é o culpado, mas são eles mesmos. E são demagogos, falando à sociedade algo que não é verdade. O que é preciso é fazer concurso público. Adianta construir unidades sem ter quem trabalhe lá?", finaliza.

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